WICCA


gifs-wicca-pentagrama-a&e



Espaço dedicado à Wicca

Conheça melhor a Wicca, orações wicca, rituais e feitiços wicca, celebrações wicca, artigos sobre a wicca…

WICCA:

Wych em saxão e Wicce em inglês arcaico significam "girar, dobrar, moldar". Uma palavra radical indo-européia ainda mais antiga, Wic, ou Weik, também significa "dobrar ou moldar". A palavra "Witch" também pode ter a origem na antiga raiz germânica Wit – Saber. A palavra "Wicca", que tem a mesma raiz que "Witch" - vem do inglês antigo "wicce", proveniente da raiz saxônica "wic'" e hoje está relacionada com religião e magia. Assim: Wicca era uma palavra do Inglês Antigo (pronunciava-se 'witcha') que significava homem sábio ou xamã sendo ‘wicce’ a forma feminina.

A Wicca surgiu no período Neolítico, em várias regiões da Europa, onde hoje se localiza a Irlanda, Inglaterra, País de Gales, Escócia, indo até o Sudoeste da Itália e a região da Britânia na França. Quando os Celtas invadiram a Europa, quase mil anos antes de Cristo, trouxeram suas próprias crenças, que, ao se misturarem às crenças da população local, originaram o sistema que deu nascimento à Wicca. Foi somente na Idade Média que a Bruxaria foi relegada às sombras com o domínio da Igreja Católica e a criação da Inquisição, cujo objetivo era eliminar de vez as antigas crenças.

A religião Wicca ressurgiu com o bruxo inglês Gerald B. Gardner que impulsionou o renascimento do culto, com o nome de Wicca, juntamente com outros bruxos e bruxas, em meados dos anos 40 e 50. Após a revogação da última lei britânica sobre bruxaria, em 1954 elelançou o livro “Bruxaria Hoje”, considerado um marco para o renascimento do paganismo mundial. Ele alegou que: a religião, na qual ele fora iniciado, era uma sobrevivente moderna de uma antiga religião da bruxaria, que tinha existido em segredo durante centenas de anos, originária do Paganismo pré-cristão da Europa. A Wicca é, assim, às vezes referida como a Velha Religião, ou a Nova Religião dos Velhos Deuses.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

"Você vive outro tipo de realidade quando cresce lá fora, no meio da floresta, ao lado dos pequenos esquilos e das grandes corujas. Todas essas coisas estão ao seu redor como presenças, representam forças, poderes e possibilidades mágicas de vida que, embora não sejam suas, fazem parte da vida e lhe franqueiam o caminho da vida. Então você descobre tudo isso ecoando em você, porque você é natureza."
A lagoa-apache, Edward s. Curtis (1868-1952)

De maneira geral, entre os índios, nas mais diversas aldeias, o tratamento e a cura de doenças é feita pelos pajés, através de práticas mágicas. Segundo a crença dos indígenas, esses poderes podem ser usados para curar doenças como também para provocá-las, razão pela qual é comum atribuir a origem de doenças aos feitiços.

Os processos de cura variam entre os grupos indígenas. Os Xamãs, por exemplo, são uma categoria especial de médico-pajé, que podem entrar em êxtase. Nesse estado, segundo os índios, a alma vai para longe do corpo, percorrendo lugares distantes ou encarnando um espírito estranho.

Dentre os índios, de acordo com Alan Suassuna, que escreve no site sobre o povo Yanomami, o Xamã é o líder espiritual, o intermediário entre os homens e os espíritos, que, durante rituais de cura cheira um pó alucinógeno que, acreditam, "abre" a floresta para os "Xapori", entidades que auxiliam os Xamãs nos rituais de cura.

Segundo Joseph Campbell, em seu livro "O poder do mito", "O xamã é uma pessoa, homem ou mulher, que, no final da infância ou no início da juventude, passa por uma experiência psicológica transfiguradora, que a leva a se voltar inteiramente para dentro de si mesma. É uma espécie de ruptura esquizofrência.

O inconsciente inteiro se abre, e o xamã mergulha nele. Encontram-se descrições dessa experiência xamãnica ao longo de todo o caminho que vai da Sibéria às Américas, até a Terra do Fogo".

Para que se entenda mais de medicina indígena, é preciso mergulhar um pouco em seus mitos e rituais, uma vez que toda a sua cultura influencia sua saúde e a forma como lidam com seus corpos. No ritual de morte, por exemplo, os índios colocam o corpo pendurados em árvores.

Após algum tempo, quando o corpo já se decompôs, eles recolhem os ossos e cremam. Em rituais familiares os parentes misturam um pouco das cinzas ao mingau de banana e tomam. O restante é enterrado no mesmo lugar onde fizeram o fogo. Estes são outros indicativos das crenças mágicas dos indígenas.

Segundo o Dr. Rafael Valdez Aguiar, doutor em medicina e história, a medicina indígena, assim como muitas outras medicinas alternativas, tem muito a ver com a sugestão da pessoa, já que para que a pessoa adoeça ou se cure com recursos mágicos devem cumprir-se três aspectos: que o indivíduo creia, que a pessoa que o vai curar ou adoecer também creia, e que além disso, a sociedade em seu conjunto também creia.

Conforme escreveu Dorangélica de la Rocha, no jornal El Debate, do México, antes mesmo da chegada dos espanhóis, os índios já operavam catarata. Outras enfermidades graves eram curadas com recursos mágicos. A medicina dos indígenas é um milagre, uma magia.

Atualmente, a medicina indígena é um recurso para a cura de enfermidades graves, quando foram esgotados os recursos científicos, porque lida, principalmente, com a fé. Assim como muitas outras medicinas alternativas. Isso tudo não quer dizer que várias das ervas usadas pelos pajés e xamãs sejam descartadas pela medicina tradicional, pois muitas delas possuem princípios químicos ativos que, inclusive, vêm sendo objeto de pesquisa científica e que já compõem vários dos remédios que vamos procurar em farmácias.

Ninguém duvida, também, que a prática de exercícios físicos, dieta equilibrada, ausência de estresse e drogas, contribua para uma qualidade de vida melhor e que resulte em um estado de saúde, genericamente, melhor do que o do homem urbano.

O fato é que muitas das doenças com que lidam os índios em suas tribos são contornadas por sua prática médica. E muitas outras, desconhecidas por eles, os levam à morte. Não é de se admirar que a expectativa de vida indígena seja tão mais baixa do que a do homem urbano, que conta com os recursos de grandes hospitais e toda a alopatia dos grandes laboratórios.

Eficientes

No entanto, para Rafael Valdés Aguilar, doutor em medicina e história, antes da chegada dos espanhóis a medicina era sim eficiente, e resolvia boa parte dos problemas de saúde da população indígena do México. Segundo ele, a medicina é uma parte muito importante da cultura e o motivou no estudo dos grupos indígenas Sinaloenses.

Após anos de estudo e estando pronto para publicar o livro "Medicina prehispánica en Sinaloa y en el noroeste", Rafael Valdés Aguilar afirma que a cultura indígena sinaloense realmente é pouco conhecida.

Professor da Escola de Medicina da Universidad Autónoma de Sinaloa (UAS), Valdés menciona que a medicina daqueles tempos não era uniforme. Explica que era uma medicina eminentemente mágica, embora contendo importantes elementos religiosos e empíricos. As religiões no noroeste do México eram muito elementares, o que torna ainda mais evidente o componente "magia" no tratamento das enfermidades.

Valdés complementa dizendo que os povos indígenas já conheciam mais de duas mil plantas medicinais e eram capazes de realizar operações e cuidar de fraturas ósseas. Tinham, ainda, técnicas mais avançadas de obstetrícia do que as da Europa, à época. De acordo com o professor, pode-se dizer que a medicina indígena é uma das expressões culturais que mais se mantém, desde essa época.

O doutor insiste que a medicina indígena era mais adiantada do que a européia, nos idos de 1400, ou seja, antes da chegada dos espanhóis nas Américas. Segundo Valdés, os índios podiam mesmo curar até enfermidades graves, como a sífilis. Todavia, hoje em dia, há recursos médicos muito melhores, assim, as práticas indígenas e a medicina natural, segundo o autor, estão fora de moda.

Além disso, Valdés acrescenta que a medicina natural é cara, pois há uma forte indústria de produtos naturais que determina os preços. Ele afirma ainda que, na medicina indígena, como em todas as outras, há muitas formas de charlatanismo. Da mesma forma, indica que os médicos científicos são preconceituosos sobre a medicina indígena, pois a desconhecem, porque está claro, para ele, que estuda seriamente os recursos curativos indígenas, que estes eram eficientes e, em alguns casos, seguem sendo.

Rafael cita algumas das substâncias usadas pelos índios: Cardon, com múltiplas propriedades medicinais. Aguacate, contra a caspa. Alcanfor, eficaz contra contusões e reumatismos. Cacao, tônico para o estômago. Calabaza, contra queimaduras e irritações cutâneas. Capulin, para o sistema nervoso, entre outros.

Os Índios Plains e as práticas modernas da medicina

Em novembro de 1998, no Museu da Universidade da Pensilvania, no pavilhão Jonathan Rhoads, houve uma exposição, onde foram exibidas fotos e textos sobre os índios. Dentre os materiais expostos na universidade, havia várias referências à prática médica dos índios.

De acordo com os materiais da exposição, as atuais crenças do sistema de saúde dos Índios Plains reflete uma mistura de tradições indígenas e práticas médicas modernas. Tradições e ritos, além de conhecimentos da medicina das ervas estão presentes. No estado americano de South Dakota, há o Hospital Traig Ht Clinic que é de medicina indígena.

Há círculos de medicina, onde os mais velhos transmitem experiências e conhecimentos aos mais jovens. Usa-se um cachimbo e há inscrições como: "Tabaco. Ele nunca 'significou' para ser abusado".

Outro tratamento comum entre os Plains é a idéia de bem estar. Podendo ser definido como um estado onde a mente, o corpo e o espírito estão em conexão e "balanceados". Um não pode ser separado do outro. Os Oglala Sioux são os mais tradicionais de todos os Índios Plains. Eles sempre trabalharam com as práticas e crenças de saúde desde o passado até o presente.

Para eles as doenças indígenas são causadas pela desarmonia entre humanos e os poderes sobrenaturais. Essas doenças devem ser tratadas pelas práticas nativas, não pela dos "homens brancos", que servem para curar as doenças dos homens brancos, como a diabetes e os problemas cardíacos.

Traduz-se aqui uma prática muito mais "holística" em relação à medicina do que a tradicional e compartimentada medicina ocidental moderna.

Ervas e Medicamentos

De acordo com a FUNAI, Fundação Nacional do Índio, muitos vegetais usados pelos indígenas como medicamentos apresentam de fato resultados surpreendentes e, os conhecimentos técnicos, muitas vezes complexos, dos índios brasileiros, estão presentes tanto no combate às doenças, quanto na caça e na pesca (através da utilização de venenos), na ecologia, na astronomia, na fabricação de sal, de objetos de borracha, de tecidos e na guerra (uso de gases asfixiantes).

O Estado do Acre possui mais de 200 espécies de plantas medicinais catalogadas. Os habitantes da floresta sabem como utilizar toda a riqueza e as potencialidades das plantas. São bastante difundidos na região os medicamentos caseiros, que se utilizam das ervas e plantas da Amazônia como matéria-prima. Cosméticos são preparados à base de óleo de copaíba, e o pau-rosa é utilizado na fabricação de fixadores de perfumes e essências.

Anualmente, a prefeitura de Rio Branco promove, em conjunto com várias entidades, a Feira de Produtos da Floresta do Acre - FLORA -, com o objetivo de divulgar estudos e pesquisas sobre os produtos florestais não-madeireiros, criar mercados para os produtos da região, estimular seu consumo e atrair investidores.

Segundo informações do núcleo Amazon Trade, que estuda a cultura e os costumes da Amazônia, as ervas e a fitoterapia (medicamentos preparados a base de plantas, através de chás, infusões) são recursos muito utilizados pela população local e pelos índios. Como exemplos desses produtos, pode-se citar:

  • Pó de Guaraná, usado como tônico estomáquico, estimulante, contra distúrbios gastro-intestinais, diarréias. Ativa as Funções cerebrais e combate a arteriosclerose, as nevralgias e as enxaquecas, detém as hemorragias atua como calmante para o coração.

  • Óleo de Copaíba, utilizado por suas propriedades medicinais, no combate aos catarros vesicais e pulmonares, desinterias, bronquites.

  • Óleo de Andiroba, potente cicatrizante, anti-inflamatório.

  • Casca de Açoita Cavalo, contém óleos essenciais que atuam frente as disenterias, hemorragias, artrite, reumatismo, tumores, colesterol e Hipertensão.

  • Catuaba, tônico energético usado no tratamento de cansaço físico e sexual, insônia, nervosismo, falta de memória. Possui, ainda, propriedades anti-sifilíticas.

  • Semente de Sucupira, energético, anti-sifilítico, contém alcalóides empregados no tratamento de febres, reumatismo, artrite, inflamações, dermatoses.

  • Casca de Barmitão, potente anti-hemorrágico, anti-inflamatório.

  • Casca de Murapuama, tônico neuro-muscular, afrodisíaco, utilizado contra fraquezas, gripes, impotência, reumatismo crônico, etc.

  • Saracura-mirá, energético, usado no tratamento de cansaço físico, sexual, insônia, nervosismo, falta de memória.

  • Casca de Assacu, usado no combate às inflamações em geral, ulcerações, tumores.

  • Semente de Cumaru, propriedades medicinais que atuam reconstituindo as forcas orgânicas debilitadas, como tônico cardíaco.

  • Casca de Caroba, contém uma resina denominada "Carobona", além de seu princípio ativo, o alcalóide "Carobina". É diaforéticas (Cascas) e anti Sifilíticas (Folhas), debela feridas e elimina inflamações da garganta, afecções da pele, coriza, blenorragia, dores reumáticas e musculares, cálculos da bexiga.

  • Casca de Moruré, alivia as dores reumáticas, artríticas e da coluna verbal, estimulante do sistema nervoso e muscular.

  • Amêndoa do Açaizeiro, fornece um óleo verde-escuro bastante utilizado na medicina caseira, principalmente como anti-diarréico. O seu suco, de sabor exótico, possui grande valor nutritivo e contém altas concentrações de ferro, sendo bastante usado no combate à anemia.

Além de todos os produtos acima citados, a região norte do Brasil apresenta, ainda, outros derivados de plantas, como o Daime. De origem indígena, apresenta propriedades calmantes, mas sabe-se também que é pertencente à "família" dos perturbadores do sistema nervoso central, ou seja, é alucinógenas, tanto quanto a maconha ou o LSD.

O Daime dá origem a uma seita chamada de "Santo Daime". O chá é chamado Ayuwasca, obtido da mistura do cipó jagube e da folhas da planta chacrona. Há várias comunidades na Amazônia que cultuam o Santo Daime, reverenciando a mata, a floresta, Deus e a alegria. As letras de seus hinos têm inspiração ecológica. Muitos renomados artistas e pessoas públicas entraram para esta seita.

Copyright © 2003 Bibliomed, Inc. 09 de Junho de 2003.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

SR. SHIVA

Shiva






OM Namah Shivaya!









Na Tradição Védica (Hinduismo), Shiva é visto como um dos pilares da Trindade Hindu: Brahma - o Criador, Vishnu - o Preservador, e Shiva - deus da transformação profunda, deus da destruição para uma renovação, responsável pela dissolução da Criação. Naturalmente, a Trindade só executa suas funções com a parceria de suas devis ou Mães Divinas: Sarasvati - o Conhecimento para criar, Lakshmi - a Prosperidade para manter, e Parvati ( ou Durga) - a Matéria para ser transformada.

No Tantra, Shiva é o próprio Criador, o poder manifestador, o soberano de tudo. Unido a sua Shakti (a força da manifestação das formas), Durga - a Mãe do Universo, Shiva, além de criar, mantém, sustenta e transforma a Criação. Shiva não existe sem Shakti, nem Shakti sem Shiva.

Contam os Shastras, que certa vez Shiva meditava no Monte Kailasa onde residia com Parvati. Querendo brincar com Ele, Parvati foi lentamente se aproximando e colocou suas mãos sobre os olhos de Shiva, como uma venda. Imediatamente, todo o Universo mergulhou em escuridão e dissolução, amedrontando Parvati. Mas, quase instantaneamente, surgiu no centro da fronte de Shiva imensa luz, como um sol, formando o Terceiro Olho de Shiva, e logo a vida voltou à Terra.


A matéria (Parvati, a Criação) não existe sem a sua essência (Shiva=Parabrahman), seu suporte, sua natureza. Muitas vezes, a matéria, pode obscurecer o verdadeiro sentido e verdade da Criação e, portanto, de nós mesmos individualmente. Mas, se estivermos atentos (Ajña Cakra, o 3º Olho) e firmemente estabelecidos na busca do autoconhecimento, certamente e rapidamente retornaremos ao nosso equilíbrio e ao nosso objetivo.



O Deus da Dança - Shiva Nataraja




Shiva Natarája



Shiva Natarája é representado com quatro braços. Na mão direita, ao alto, ele segura o tambor (damaru), que simboliza o princípio do som, da palavra; do som vem toda a linguagem, a música e o conhecimento.O tambor simboliza também o éter ou espaço, que propaga o som e também o primeiro elemento que surgiu. Na mão esquerda, ao alto, formando a ardhacandra mudra (mudra da meia lua), ele tem o fogo como elemento de destruição do mundo, da dissolução da criação. O tambor e o fogo representam o contínuo ciclo cósmico de criação e dissolução.

A mão esquerda à frente traz a gajahasta mudra que descreve, na dança indiana, a tromba do elefante. A tromba tem a simbologia do discernimento: o elefante sabe exatamente discernir a força que deve usar quando arranca uma árvore ou quando apanha uma palha no chão. No caminho do autoconhecimento é necessário o discernimento para que possamos separar o que é real (absoluto, eterno, verdadeiro) e o que é irreal (relativo, passageiro, mutante). A mão direita à frente forma abhaya mudra, gesto de afastamento do medo, da proteção e das bênçãos .

O pé esquerdo levantado transmite ao homem que ele também se levante a si mesmo na busca de sua Verdade Interior.O pé direito, neste momento da Dança Cósmica, está apoiado sobre um homem com corpo de criança e rosto de adulto – Apasmara Purusha, simbolizando o ego infantil, a imaturidade emocional, a irresponsabilidade. Nataraja controla-o.

Algumas representações de Nataraja mostram um círculo de chamas em torno d’Ele, simbolizando a dança da natureza, tendo Shiva, o Próprio Um, no centro. D’Ele tudo emana e n’Ele tudo se dissolve.

Apesar de seu corpo estar em movimento, sua expressão facial é de serenidade. Isto indica que embora vivendo na agitação do mundo devemos nos manter ligados à nossa Verdadeira e Eterna Natureza Interior.

Existem muitas versões a respeito da história de Shiva Nataraja, em uma dessas versões encontrada nos Puranas, é dito que os rishis questionaram a relevância de Deus argumentando que desde que o Karma era tudo, apenas a ação tinha importância. Para remover a ignorância, Shiva tomou a forma de Sundaramoorthy e veio até a vila. Encantadas, todas as mulheres o seguiram. Os rishis, enfurecidos por terem sido enganados e tomados como tolos conduziram, então, uma cerimônia védica para destruir Shiva. Primeiro, do fogo veio o demônio Muyalagan e a dança cósmica teve início. Muyalagan foi preso sob o pé de Shiva e as cobras que vieram do fogo se tornaram a guirlanda de Shiva. Um veado de grandes chifres se tornou pequenino e foi seguro em uma das mãos. A pele de um tigre foi retirada e usada como sua própria roupa enrolada na cintura enquanto o fogo foi capturado em outra mão. O som do mantra se tornou suas tornozeleiras e então a forma de Shiva Nataraja se manifestou.

A visão da estátua de Shiva Nataraja provoca um estado de grande paz interior. Por trás da construção de uma Murti há todo um processo de estudo já que ela deve ser construída baseada em um diagrama de triângulos. Cada parte do corpo de Shiva tem a necessidade de estar em perfeita conexão pois cada uma tem seu significado.

A mão direita que se encontra mais alta e segura o “damaru”, significa a criação do universo, já que a criação é atribuída ao som. Até mesmo na religião cristã encontramos esse princípio, na Bíblia está escrito que “no princípio era o Verbo” A outra mão direita que se encontra na direção do ombro está colocada em um gesto chamado de “Abhaya” ou - o gesto da proteção - e significa que nada temos a temer porque somos eternamente protegidos por Shiva. Da mão esquerda que se encontra mais alta emana o fogo da destruição que significa o poder da transmutação. A quarta mão que se encontra atravessada diante do corpo e aponta para baixo, para o pé de Shiva que esmaga um demônio-anão, tem o significado de dizer “Eu estou aqui para remover a ignorância e oferecer refúgio para a alma”. O pé que esmaga Muyalagan tem o significado de manter o domínio sobre a ilusão e o pé que se encontra levantado significa a libertação dessa mesma ilusão que tem o nome de “maya”.




Shiva Shankara



Shiva Shankara


Shankar é um nome dado a Shiva, na verdade é uma variação do termo Shankara que significa literalmente aquele que toca a concha. Hoje pode ser considerado um aspecto que compõe a mitologia hindu. Shiva Shankara é o Shiva meditante,com o colar de rudraksa no pescoço, isolado nas montanhas, sentado na pele de um tigre e que influenciou milhares à terem em seu nome próprio a referencia de Shiva. Shank significa também concha.

Deus da destruição do Universo, o principal do Xamanismo Ancestral.

Em Sânskrito escreve-se Siva, mas se lê Shiva.

O Senhor Shiva é um Deus ("Mahadeva") Hindu, o Destruidor ou o Transformador, integrante da Trimurti juntamente com Brahma, o Criador, e Vishnu, o Preservador. O Senhor Shiva representa o ciclo completo do processo de geração, destruição e regeneração. Existem mil e oito nomes nas escrituras védicas para se referir ao Senhor Shiva, sendo as mais conhecidas:

  1. Mahesha,
  2. Mahadeva,
  3. Pashupati,
  4. Nataraja,
  5. Shambo,
  6. Shankara,
  7. Ardhanaríshvara,
  8. Rudra,
  9. Bhava,
  10. Sarva,
  11. Ishan,
  12. Bhima e
  13. Ugra.

No Xamanismo Ancestral, o Senhor Shiva é a figura mais importante, não apenas por representar o Pai do Xamanismo Ancestral, mas por possuir essencialmente múltiplas formas e aspectos em um único poder divino.

Sua simbologia é altamente venerada. O aspecto Shankara é a forma xamã do Senhor Shiva, que o representa como sendo um grande índio Hindu e o maior devoto do Grande Espírito, o Senhor Krishna.

Sua simbologia é representada de diversas maneiras, através de diversas escrituras e de diversas escolas filosóficas, entretanto, as características xamânicas do Senhor Shiva mais importantes são representadas aqui da seguinte forma:


Sentado sob a pele de um Tigre:

O Tigre é o veículo de sua shákti, a Deusa de todas as forças e poderes. Shiva está além e acima de qualquer força. Sentado sob a pele de um Tigre, simboliza a vitória sobre todas as forças.


A Serpente Naja sobre o pescoço:

A Naja é a mais mortal das Serpentes. Usar uma Serpente em volta da cintura e do pescoço, simboliza que Shiva dominou a morte e tornou-se imortal. Este aspecto também dá outro nome a Shiva, Neelkantha, o Deus que pode beber sozinho a porção da morte e ficar livre de seus efeitos. Na tradição do Yoga, ela também representa Kundalini, a energia de Fogo que reside adormecida na base da coluna. Quando despertamos essa energia, ela sobe pela coluna, ativando os centros de energia (chakras) e produzindo a iluminação (samadhi), um estado de consciência expandida.


A Lua crescente em seu cabelo:


A Lua, que muda de fase constantemente, representa a ciclicidade da natureza e a renovação contínua, a qual todos estamos sujeitos. Ela também representa as emoções e nossos humores, que são regidos por esse astro. Usar uma Lua crescente nos cabelos simboliza que Shiva está além das emoções. Ele não é mais manipulado por seus humores como são os humanos, ele está acima das variações e mudanças, ou melhor, ele não se importa com as mudanças, pois sabe que elas fazem parte do mundo manifesto. Os mestres que se iluminaram afirmam que as transformações pelas quais passamos durante a vida (nascimento e morte, o final de uma relação, mudança de emprego, etc.) não afetam nosso verdadeiro ser e, portanto, não deveríamos nos preocupar tanto com elas. Este aspecto significa então, que Shiva possui o poder da procriação, além da destruição.


O cabelo enrolado no topo da cabeça:

O cabelo enrolado de maneira circular no topo da cabeça significa que Shiva é o senhor do vento, Vayu, representando o controle da respiração, o simples ato de inspirar e expirar.


O sagrado rio Ganges nascendo de sua cabeça:

No topo da cabeça de Shiva se vê um jorro d’água. Na verdade é o rio Ganges ou Ganga, que nasce dos cabelos de Shiva. Há uma história que diz que Ganga era um rio muito violento e não podia descer à Terra pois a destruiria com a força do impacto. Então, os homens pediram a Shiva que ajudasse, e ele permitiu que o rio caísse primeiro sobre sua cabeça, amortecendo o impacto e depois, mais tranqüílo, corresse pela Terra.


O tridente (TRISHULA):


O Trishula de Shiva é o símbolo das três funções do Criador (Brahma), Preservador (Vishnu) e o Destruidor (Shiva). É com essa arma que ele destrói a ignorância nos seres humanos. Suas três pontas também representam as três qualidades da existência: tamas (a inércia ou ignorância), rajas (o movimento ou paixão) e sattva (o equilíbrio ou bondade).


O Touro Branco:

Nandi é o Touro Branco que acompanha Shiva, sua montaria e seu mais fiel servo. O Touro está associado às forças telúricas e à virilidade. Também representa a força física e a violência. Montar o Touro Branco, significa dominar a violência e controlar sua própria força.

A palavra Nandi significa, “aquele que dá a alegria”. Sua devoção por seu senhor é tão grande que sempre se encontra sua figura diante dos templos dedicados a Shiva. Ele está sempre deitado, guardando o portão principal do templo.


O Lingam:

Também chamado de Linga, é o símbolo fálico de Shiva. Ele representa o pênis, o instrumento da criação e da força vital, a energia masculina que está presente na origem do Universo. Está associado ao poder criador de Shiva. A palavra Lingam significa, “emblema, distintivo, signo”.

O Lingam é o emblema de Shiva. Na Índia, reverenciar o Lingam é o mesmo que reverenciar a Shiva. Ele pode ser feito em qualquer material, embora o preferido seja o de pedra negra. Na falta de uma escultura, se constrói um Lingam com a areia da praia ou do leito do rio, ou simplesmente se coloca em pé uma pedra ovalada.

É comum, nos templos, se pendurar sobre o Lingam uma vasilha com um pequeno orifício no fundo. A água é derramada constantemente sobre ele numa forma de reverência. A base do Lingam representa a yoni, o genital feminino, mostrando que a criação se dá com a união do masculino e feminino.


O tambor Damaru:

O tambor em forma de ampulheta representa o som da criação do Universo. No Xamanismo Ancestral, como no Hinduísmo, o Universo brota da sílaba “Om” (AUM). É interessante comparar essa afirmação com o conhecido prólogo do Evangelho de São João: “No princípio era o Verbo (a sílaba, o som). E o Verbo era Deus. (...) Tudo foi feito por Ele (o Verbo) e sem Ele nada se fez”.

É com o som do Damaru que Shiva marca o ritmo do Universo e o compasso de sua dança. Às vezes, ele deixa de tocar por um instante, para ajustar o som do tambor ou para achar um ritmo melhor e, então, todo o Universo se desfaz e só reaparece quando a música recomeça.


Kamandalu:

O vaso de bronze, conhecido como Kamandalu é o repositório onde Shiva guarda o amrita, a bebida da imortalidade, similiar à ayahuasca no Ocidente.

O amrita é sempre utilizado entre os xamãs ancestrais em rituais e pujas (cerimônias de adoração) para se conectar à essência divina e receber os ensinamentos sagrados de Shiva.

As escrituras sagradas da Índia, os Vedas, afirmam que dentro do Kamandalu está o néctar divino, o amrita, a bebida da imortalidade, ou como os cristãos nomearam, “a água da vida”.

Além destes símbolos, uma outra característica física muito importante de Shiva é o seu “Olho Vertical”, também conhecido como “Terceiro Olho”. No Mahabharata, o grande épico Hindu, é narrada a história de como Shiva obteve seu terceiro olho. A história diz que um dia sua linda esposa, Parvati, colocou suas mãos sobre seus olhos enquanto Ele meditava, pois toda vez que Shiva fechava os olhos, o Universo inteiro ficava em total escuridão. Então, através do toque das mãos de sua esposa que seu terceiro olho se desenvolveu, dando luz ao mundo. Simbolizando assim, o olho frontal, o olho de Fogo, o olho da alta percepção. Tendo então três olhos, Shiva ficou também conhecido como: Tri-Netra, Tri-Ambaka, Tri-Aksha ou Tri-Nayana

RODA DE CURA DIA 01/09/2010 - XAMANISMO CÓSMICO E HOMENAGEM À KRISHNA

CEU DE KUAN YIN
RUA TEXAS 294 - BROOKLIN - SP
011-50979724 / 011-76438692


RODA DE CURA NESTA QUARTA FEIRA
XAMANISMO CÓSMICO
E
HOMENAGEM À KRISHNA
JANMASTAMI - DIA DA APARIÇÃO DE KRISHNA


divine_couple.jpg

INICIO 20:30
TÉRMINO: 02:00

COLABORAÇÃO: 10,00 REAIS

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

AULAS DE YOGA NO CÉU DE KUAN YIN - FACILITADOR THIAGO




ESTAREMOS A PARTIR DA PRÓXIMA TERÇA FEIRA DIA 24, INICIANDO AULAS DE YOGA COM NOSSO IRMÃO THIAGO,AQUI NO CÉU DE KUAN YIN.SERÃO 4 AULAS POR MÊS TODAS AS TERÇAS FEIRAS COM INICIO ÀS 19:00 HORAS E TÉRMINO PREVISTO PARA AS 20:30.

O VALOR DO CURSO SERÁ DE APENAS 40,00 REAIS POR MES ( QUATRO AULAS SENDO UMA POR SEMANA) E METADE DESTE VALOR SERÁ DOADO AO PROJETO SHANGRILÁ.

PARA MAIORES INFORMAÇÕES LIGUE PARA 011-50979724

CEU DE KUAN YIN
RUA TEXAS 294-BROOKLIN - SP
BRASIL


NÃO SE ESQUEÇAM QUE OS TRABALHOS AQUI NO CÉU DE KUAN YIN SÃO REALIZADOS TODAS AS QUARTAS FEIRAS E TODOS OS SÁBADOS ( MENOS QUANDO TENHA TRABALHOS NA FAZENDA) COM INICIO ÀS 20:30 E TÉRMINO 02:00 AM

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

RETIRO URBANO XAMANICO


RETIRO URBANO XAMANICO - È TEMPO DE DESPERTAR!!!
27/28/29 DE AGOSTO

CÉU DE KUAN YIN
RUA TEXAS 294 - BROOKLIN - SP
CNPJ:12.380.552/0001-51


QUERIDOS IRMÃOS E IRMÃS DO CAMINHO VERMELHO, O CÉU DE KUAN YIN, DÁ INICIO A ESTE PROJETO DETERMINADO PELO ASTRAL SUPERIOR.
SERÁ REALIZADO UMA VEZ AO MÊS RETIROS ESPIRITUAIS AQUI NO CÉU DE KUAN YIN, COM INICIO ÀS SEXTAS - FEIRAS ÀS 19:00 HORAS E TÉRMINO DOMINGO ÀS 16:00 HORAS.
ESTAS VIVÊNCIAS SERÃO REALIZADAS EM TOTAL SILÊNCIO, COM ALIMENTAÇÃO E SUCOS DESINTOXICANTES ALÉM DAS TERAPIAS XAMANICAS .
TODOS OS TRABALHOS SERÃO REALIZADOS BAIXO A SUPERVISÃO DO PADRINHO FLÁVIO JOSÉ E DA MADRINHA DÉBORA ELISA, MANTENDO E PRESERVANDO TODA A SERIEDADE E RESPEITO QUE OS FILHOS DA LUZ EXIGEM.
SOMOS UM CÉU IRMÃO DO CÉU NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DO PADRINHO GIDEON E DA MADRINHA GENECILDA E PORTANTO ESTAMOS NA LUTA CONTRA AS DROGAS E CONTRA O COMÉRCIO COM O SAGRADO.

Nascemos para manifestar a glória do Espirito que está dentro de nós.E,à medida que deixamos nossa luz brilhar, damos permissão para outros fazerem o mesmo.
A medida que liberamos nosso medo,nossa presença libera outros.
O retiro será realizado com a intenção de nos conectar à fonte Maior, o Grande Mistério.
Descobrindo nossa identidade Maior, unindo o Espírito à Matéria.
Este é o chamado para a grande transformação.Recuperando nossos reais valores, e principios éticos vamos acessar a Grande Sabedoria do Universo e seguir rumo a Nova Vida do Novo Mundo.
Sinta, você não esta sozinho!!!

Através de Jornadas Xamanicas, Danças e Vivências vamos elevar nossa vibração e entrar em sintonia com a força necessária para a realização de nossos sonhos, amparados pelo poder do Grande Mistério.






50% DA RENDA SERÁ DESTINADA A
O PROJETO SHANGRILÁ DO CNSC



P. FLÁVIO JOSÉ E M. DÉBORA ELISA
FUTURA FISCAL DÉBORA FILHA
MÃE E FILHOS SERVINDO À LUZ



Início: 27 sexta -feira 19:00h Término: 29 domingo :16 hs-
R$ 60,00

Dia 27 sexta - feira : das 19:00h as 21:00h - RITUAL DO CACHIMBO SAGRADO
das 23:00 hs às 05:00 am - RITUAL COM AYAHUASCA -CURAS E BENÇÃOS -Vivência com Mandalas de Purificação
Dia 28 sábado: das 09:00h as 17:00h - Curso de Reiki nivel I, II e III
Das 19:00h as 21:00 - RITUAL DO RAPÉ - Dança da Prosperidade
Das 23:00 hs às 05:00 am - RITUAL COM AYAHUASCA - ANIMAIS DE PODER
Dia 29 domingo : das 09:00 às 12:00 - Conclusão do Curso com Iniciação e Entrega dos Certificados
14;00 HORAS - Almoço Vegetariano de Confraternização

60,00 REAIS
(já incluido alojamento, almoço, jantar, café da manhã,sucos desintoxicantes, chás medicinais, ayahuasca, curso e demais rituais.)

50% DA RENDA SERÁ REVERTIDA PARA O PROJETO SHANGRILÁ.


RESERVAS E CONFIRMAÇÃO - 011-50979724

Próximos Cursos:

Reiki Xamanico
Iniciação ao Xamanismo
Gendai Reiki Ho ( todos os níveis até o Master )

RESERVAS: 011-50979724

AINDA TEMOS 10 VAGAS
ESTES RETIROS URBANOS SERÃO REALIZADOS PARA NO MÁXIMO 15 PESSOAS.
"CADA ATITUDE TUA POSTA EM PRÁTICA, É UMA AÇÃO QUE RESULTA EM REAÇÕES QUE JAMAIS SE EXTINGUEM. O QUE VOCÊ FAZ ECOA NA ETERNIDADE..."

XAMÃ GIDEON DOS LAKOTAS.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

RODA DE CURA - 18/08/2010 - RESERVE SEU LUGAR

QUERIDOS IRMÃOS E QUERIDAS IRMÃS... CONVIDAMOS A TODOS PARA MAIS UMA RODA DE CURA NO CÉU DE KUAN YIN
TODAS AS QUARTAS FEIRAS ESTAMOS REALIZANDO ESTE TRABALHO ABENÇOADO COM AS BENÇÃOS MESTRE JESUS.

É NECESSÁRIO RESERVAR O SEU LUGAR JÁ QUE ESTE TRABALHO É PARA SOMENTE 10 PESSOAS.

CÉU DE KUAN YIN
CNPJ- 12.380.552/0001-51






NESTA QUARTA FEIRA DIA 18/08/2010
RODA DE CURA
NO
CÉU DE KUAN YIN
CNPJ - 12.380.552/0001-51

P.FLÁVIO JOSÉ E M.DÉBORA ELISA


HOMENAGEM À OBALUAIÊ


RESERVAS PELO TELEFONE 011-50979724